Como surgiu a COLORAÇÃO PESSOAL

Atualizado: 29 de jun.

Vem entender melhor de onde surgiu toda essa história de Análise de Coloração Pessoal!

Antes de falar como é o processo que envolve a Análise de Coloração Pessoal, achei que seria legal você saber a história que têm por trás desse estudo e da técnica aplicada.


Cores e Comunicação


Num passado não muito distante, no início dos anos 70, Albert Mehrabian realizou um estudo (“Silent Messages” | “Mensagens Silenciosas” em tradução livre) que mostrou que 55% do impacto que causamos no outro está relacionado a nossa aparência e só 7% depende do que dizemos, de acordo com essa pesquisa. Tá, mas e o que que a cor têm a ver? Tem a ver, porque uma outra pesquisa realizada pelo “Institute of Color Research”, revelou que mais de 62% desse impacto é causado pelas cores.

Não é à toa que as cores exercem um papel fundamental no reconhecimento de marcas, né?



Beleza em Cores


Algumas cores realçam nossa beleza natural, enquanto outras, quando usadas próximas ao nosso rosto tendem a destacar olheiras, manchinha, etc.

Mas calma, vamos entender a lógica por trás dessa história.



Os estudos que levaram a Análise de Coloração Pessoal que conhecemos hoje


Têm lógica e muito estudo envolvido nessa história!!

De forma bem resumida, quero te mostrar marcos importantes de estudos relacionados a cor e a imagem pessoal!

Por volta de 1500, Leonardo da Vinci percebeu, entre tantas outras coisas, que o branco e o preto não são cores, mas sim pontos extremos da luz e ele utilizou muito desse conhecimento em suas pinturas. Na análise de coloração pessoal, a profundidade (clara ou escura) é de extrema importância, mas falo mais sobre essa característica depois.


Já em 1966, Isaac Newton, com sua “Teoria da Cor e Luz”, descobriu que as cores são componentes da luz e que os objetos refletem ou absorvem as cores. Foi ele quem criou o gráfico com 7 cores distribuídas em uma circunferência, o famoso círculo cromático, tão usado em diversas áreas, da Coloração Pessoal à Arquitetura, Artes Plásticas, Cinema…

Um pouco mais pra frente, Michel Eugene Chevreul, formulou a “Lei do Contraste Simultâneo das Cores”. Chevreul percebeu que as cores se influenciam reciprocamente, ou seja, elas são percebidas por nossos olhos de forma diferente quando combinadas umas com as outras. Um mesmo tom têm mais vivacidade quando próximo de uma determinada cor e pode ser percebido mais escuro quando colocado próximo a outra cor.

Na coloração pessoal, o princípio de Chevreul cai como uma luva, pois o aspecto da pele muda conforme a cor que é colocada próxima ao rosto. Tá fazendo sentido?

Tô resumindo ao máximo, porque o que eu quero é que você compreenda que a Análise de Coloração Pessoal não é uma “invenção de Moda”, uma coisa criada do nada!! Se você não é uma Personal Stylist que aplica a Análise de Coloração em clientes, não é preciso se aprofundar tanto assim em estudos, né?

Para além de estudos físicos e objetivos, em 1810 Johann Wolfgang Von Goethe publicou a Teoria das Cores. Foi a partir desse momento, que passamos a entender os aspectos subjetivos das cores. Goethe trouxe à tona a relação entre psicologia e cor e o impacto psíquico e fisiológico que elas causam.


Um pouco mais à frente, no começo da década de XX, Albert Henry Munsell, um pintor americano, criou o sistema de ordenamento das cores. Já ouviu falar da Teoria de Munsell? Basicamente, ele incluiu no círculo cromático mais dimensões. O que antes tinha só a Matiz (em colorimetria, matiz é a propriedade da cor que nos permite classificar e distinguir uma cor de outra através de termos como vermelho, verde, azul, etc), a partir da Teoria de Munsell passou a ter profundidade (Claro x Escuro) e intensidade ( opaco x brilhoso).

A base para o Método Sazonal Expandido de Análise de Coloração Pessoal, se apropria dessas 3 dimensões das cores. Durante a avaliação, buscamos identificar não só a temperatura que realça determinada pele, mas também a profundidade e a intensidade necessárias.

A história não para por aí!


Em 1920, Johannes Itten, da famosa escola Bauhaus, percebeu algo que abriria de vez o caminho para os futuros estudos de cor e imagem pessoal. Ele notou que seus alunos usavam sempre as mesmas cores em seus trabalhos. Num geral, utilizava cores quentes, quem tinha um tom de pele quente, além de uma personalidade mais emotiva. O que Itten percebeu é que nossas escolhas relacionadas a cor não são tão aleatórias assim como pensamos e a essa descoberta deu o nome de “Princípio Subjetivo”.

Olha que maravilha, nossos olhos detectam as cores que mais harmonizam com o que já temos em nossa beleza.


Aí, nesse ponto aqui, você deve estar pensando: Mas Maitê, se a gente já tem essa intuição e nosso olhar é atraído pelas cores que mais harmonizam com a gente, por que raios eu precisaria fazer uma Análise de Coloração Pessoal?

Então vamos lá. Quando a gente é criança, a gente tem nossas preferências cromáticas que geralmente estão relacionadas a nossa coloração pessoal. Do mesmo jeito temos interferências externas no decorrer da vida que vão dando novos caminhos para essas percepções. Nossa primeira personal stylist da vida é a nossa mãe (ou qualquer outra pessoa que tenha sido o seu principal cuidador). É comum que a “mãe” vista a criança com base em seus gostos pessoais e mais comum ainda que a coloração pessoal dessa mãe não seja a mesma da criança. Temos então a primeira interferência externa que vai moldando nossos gostos.

Para além dessa referência tão íntima, temos também toda indústria da moda e design que ano a ano elege uma cor diferente para movimentar o mercado. A gente vai vendo essa cor em tantos produtos, marcas, vitrines, que num dado momento passamos a “gostar” meio que por osmose. Quem nunca comprou uma peça de uma cor e depois ficou pensando: “Por que, meu Deus?”


Finalmente, a Análise de Coloração é uma forma de você se restabelecer com as cores que te valorizam. É muito difícil em atendimento de coloração, a cliente em questão não gostar da sua cartela. Difícil mesmo!!! Não tô dizendo que não pode acontecer, mas na maioria esmagadora das vezes, elas vão relacionando a cartela ao que vestem e percebendo que realmente não conseguem usar alguma coisa que têm (ou muitas) e adivinhem a conclusão? Se você pensou “cores”, bingo!!!

Se você chegou até aqui nesse post, tenho certeza que vai começar a olhar para as cores ao seu redor de um outro jeito! Somos feitos de cores, e a Análise de Coloração Pessoal é uma ferramenta muito legal para você descobrir quais são as suas!!! Não é modinha, beleza!


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